Abstração & Sensibilidade,  

a importância da arte na formação da linguagem humana. 

otpechatki_ruk_d_850.jpg
Abrigo de rochas Wadi Sura II, Norte do Egito, Foto: Emmanuelle Honoré, ANTROPOLOGA.

Desde os primordios da existência humana, desde que a humanidade teve o seu primeiro lampejo de sapiência, o indivíduo humano percebeu-se capaz de produzir, a partir de seus pensamentos a abstração cognitiva. Estes valiosissimos ativos destacaram o ser humano dos demais seres que competiam entre si para conservarem-se enquanto espécie no meio ambiente.

No caso da humanidade, as desafiadoras demandas impostas pelo meio primitivo, exigia-lhe soluções cotidianamente para garantir a continuidade existencial, e certamente, este foi o estimulo crucial para a expanção do pensamento a uma nova fase evolutiva, onde foi possivel acessar um dos bens mais preciosos que nos caracteriza enquanto espécie dominante do planeta, a capacidade de abstração.

A partir deste ponto, a interpretação subjetiva passou a fluir com maior intensidade tornando possível o desenvolvimento do raciocinio criativo, e isto possibilitou a existência humana dar os próximos passos necessários ao processo evolutivo.
Através do pensamento associado a capacidade de abstração foi possivel ao ser humano materializar soluções físicas a partir da manipulação dos elementos existentes ao seu redor e das consequentes derivações da resultante de suas respectivas transformações, das quais, a partir de suas especificidades que lhes caracterizam oferecem metodos mais eficientes para resolver as demandas com menor desgaste e maior eficiência, propiciando um bem sucedido dominio do meio onde vive. 

Pois bem, é justamente a partir daí que a mente humana dá o salto primordial em direção a possibilidade de conectar a existência interior do indivíduo, a existência exterior onde vive, e dessa forma, capacidade de abstração possibilita a transposição tanto do pensamento individual, de suas impressões particulares, quanto das emoção que experenciou aos demais indivíduos com os quais convive.

 

Assim, as experiências de vida ou quaisquer informações uteis a coletividade da qual faz parte, que seja impportante a conservação existencial do grupo, passam a ser compartilhadas, beneficiando a todos através do compartilhamento de experiências.

Frida Kahlo em seu corset de gesso.